Perguntas e respostas sobre o novo coronavírus

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Há uma semana a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, é uma pandemia – ou seja, um grande surto que afeta diferentes continentes com transmissão de pessoa para pessoa. Atualmente, há 164 países com casos declarados do vírus: são mais de 266 mil casos e mais de 11 mil mortes. 

A disseminação rápida da nova doença tem deixado as pessoas e os governantes preocupados. Enquanto não há vacina, é preciso tomar uma série de precauções, já conhecidas por todos, mas não custa relembrar:

•    Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, ou usar álcool em gel.
•    Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
•    Evitar contato próximo com pessoas doentes.
•    Ficar em casa quando estiver doente.
•    Usar máscara se estiver gripado.
•    Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
•    Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.
•    Evitar aglomerações.
•    Manter os ambientes bem ventilados.
•    Não compartilhar objetos pessoais.
•    Não viajar a países considerados de risco.
•    Se você viajou, faça uma quarentena de até 14 dias em casa, mesmo sem sintomas, antes de frequentar locais com mais pessoas.
•    Não deixar crianças com sintomas de gripe perto de idosos.
•    Se você estiver com febre, tosse e dificuldade para respirar, procure orientação médica. 

Perguntas e respostas

O que é coronavírus?
Coronavírus (CID10) é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China. Provoca a doença chamada de Covid-19.

Quais os principais sintomas?
Os sintomas mais comuns são febre, cansaço e tosse seca. Em alguns casos a pessoa infectada pode apresentar também dores, congestão e corrimento nasal, dor de garganta ou diarreia. 80% das pessoas se recuperam sem tratamento especial. Quem estiver com febre, tosse e dificuldade em respirar deve procurar atendimento.

Quem tem mais risco de desenvolver a doença?
Idosos, pessoas com pressão alta, problemas cardíacos ou diabetes.

Como se dá a transmissão?
O novo coronavírus pode ser transmitido de pessoa para pessoa, por meio de gotículas do nariz ou da boca, durante espirro ou tosse, quem caem em superfícies de uso comum ou são até mesmo respiradas por quem estiver próximo.

Como é feito o tratamento do coronavírus?
Não existe tratamento específico. O indicado é repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como o uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos); uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garanta e tosse.

Há vacina ou medicamento específico para a Covid-19?
Embora a OMS e um conjunto de países trabalhem no desenvolvimento de medicamentos e tratamentos, não há ainda vacina ou antiviral específico para a nova doença.

Em casa ou no hospital?
Os casos suspeitos leves podem não necessitar de hospitalização, sendo acompanhados pela Atenção Primária e instituídas medidas de precaução domiciliar. Os casos graves devem ser encaminhados a um Hospital de Referência estadual para isolamento e tratamento. No Espírito Santo, os hospitais de referência são o Hospital Estadual Jayme dos Santos Neves, na Serra, e o Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória, em Vitória.

Curiosidades

De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia, uma pessoa doente com a Covid-19 transmite o vírus, em média, a outras 2,74 pessoas. Comparativamente, na pandemia de influenza H1N1 em 2009, essa taxa foi de 1,5 e no sarampo é em torno de 15.

O período de incubação, ou seja, o tempo entre o dia do contato com o paciente doente e o início dos sintomas, é, em média, de cinco dias, mas pode levar até 14 dias. 

Aproximadamente 80 a 85% dos casos são leves e não necessitam de hospitalização, devendo permanecer em isolamento respiratório domiciliar; 15% necessitam de internamento hospitalar fora da unidade de terapia intensiva (UTI) e menos de 5% precisam de suporte intensivo.

Provavelmente os primeiros 3 a 5 dias de início dos sintomas são os de maior transmissibilidade. Mas, de forma geral, a transmissão viral ocorre apenas enquanto persistirem os sintomas. Por isso, casos suspeitos devem ficar em isolamento respiratório, desde o primeiro dia de sintomas, até serem descartados. 

Nas crianças, o coronavírus tem se apresentado de forma leve e a letalidade é próximo a zero; já nos idosos, a letalidade aumenta muito. Em pessoas com mais de 80 anos e com outras doenças, a letalidade é em torno de 15%.

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